domingo, 26 de setembro de 2010

A fita métrica do amor

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

                                                                                                                                  Martha Medeiros


                                   

O sol

O corpo fala

Não é só por meio de palavras que a gente pode se comunicar. Muitas vezes nosso corpo dá sinais que dizem muito mais que nossa boca. O corpo mostra o que está latente no ser humano, expressa as nossas ansiedades, desejos e conquistas de forma natural mesmo quando nossas palavras dizem o contrário.
Existem situações na vida com as quais dizemos que aprendemos a conviver, porém  nos incomodam, não as resolvemos nem as aceitamos. A convivência inadequada com essas situações vai alterando nosso estado emocional e pouco a pouco sintomas como depressão e síndrome do pânico vão surgindo. Esses desequilíbrios também acontem em nosso corpo na forma de dores e outros desajustes orgânicos.
Por isso é muito importante aprendermos a conhecer bem nosso corpo e estarmos atentos às alterações que ele apresenta, pois ele nos diz exatamente onde estamos falhando e em que precisamos mudar.
Essa semana comecei a ter umas reações alérgicas na pele. Começaram como pequenas placas avermelhadas que coçavam muito nos braços. De início como a maioria de nós faz, me automediquei. Mas assim como as irritações surgiam e desapareciam e eu não sabia o que estava causando aquilo, resolvi procurar um médico. Urticária. Toda reação alérgica é uma maneira do corpo nos dizer que algo está errado, ou melhor,  que ele não está gostando da maneira como estamos cuidando "dele".
Confesso: eu cuido muito mal do meu corpo. Sacrifico com excesso de trabalho, me "alimento" de muita porcaria ( I LOVE MIOJO!)  e não faço há pelo menos 2 anos nenhuma atividade física. Pior, o tempo está passando e estou envelhecendo, mas continuo tratando meu corpo como se "ele" fosse ainda um garotão. Mais uma vez eu digo: preciso mudar!!!!!!! Depois de mais um alerta estou novamente ensaiando a mudança. Preciso perseverar nesse sentido.
O corpo fala...o meu anda gritando!!!!!!!!!

        Gooto

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A paisagem

A existência é uma jornada 
que percorremos a pé 
pela paisagem da vida. 
Que a nossa bagagem seja leve
para que possamos apreciar
a beleza da paisagem.
 
 

Tempo


O despertador toca, mas meu relógio biológico diz que eu preciso dormir mais...toca de novo e levanto da cama ainda alienado. A partir daí o dia será uma corrida contra o relógio. Muita coisa a fazer, pouco tempo para realizar tudo...Os dias vão passando, as semanas, meses, anos. Quanta coisa vai ficando para trás, quantos projetos vão sendo adiados, desestimulados e até esquecidos. A academia, a arrumação do armário, cuidar do meu quarto, fazer cursos, estar com os amigos,  passar mais tempo com a família e curtir minha casa. Quantas desculpas serão criadas na tentativa de justificar minha derrota. O tempo sempre me vence. A falta dele é a minha falha.
Queremos muito? O tempo é que é pouco? Trabalhar, trabalhar, ganhar dinheiro, comprar, consumir.  Isso nos faz feliz? Quanto tempo temos para nós mesmos? Para fazer as coisas que gostamos? Quanto tempo temos dedicado para as pessoas importantes em nossas vidas? Que lazer não temos tido? O que nos impede hoje?
Você é a única pessoa capaz de definir o seu sentido de qualidade de vida. Para alguns pode ser morar perto do trabalho, fazer academia todos os dias, ter dias reservados para reuniões familiares e sociais, ter um ambiente de trabalho saudável, não trabalhar segunda-feira, acumular dinheiro, mudar de emprego, fazer meditação; se alimentar melhor ; etc.
Algumas pessoas vivem buscando algo que simplesmente nunca conseguem atingir de fato, reclamam que estão stressadas e que falta qualidade de vida. Essa busca acaba implicando em tantas mudanças que muitas vezes é mais cômodo ficar na nossa zona de conforto ( ou será desconforto?).
Qualidade de vida é uma questão de mudança de hábitos, minha vida depende das ações que faço hoje para ter um futuro melhor amanhã. Muitas pessoas passam a vida nessa busca, mas poucos querem de verdade, pois aqueles que desejam e começam a mudar, cedo ou tarde conseguem seus objetivos.
Preciso mudar!!!!!!!

                                       Gooto

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Você sabe?

"Do you know where you're going to?
Você sabe para onde está indo?
Do you like the things that life is showing you?
Você gosta das coisas que a vida está te mostrando?
Where are you going to?
Para onde você está indo?
Do you know?"
Você sabe?

"...Now looking back at all we've planned
Agora, olhando tudo aquilo que nós planejamos
We let so many dreams just slip through our hands
Nós deixamos tantos sonhos escapar de nossas mãos
Why must we wait so long before we'll see
Por que temos que esperar tanto antes de vermos
How sad the answers to those questions can be?
Quão tristes podem ser as respostas para essas perguntas?

( Theme from Mahogany)

A pobreza

Um poderoso imperador, Akbar o Grande, além de imensamente rico, era também conhecido por sua generosidade com os necessitados e tolerância com os que seguiam religiões diferentes da sua. Animado pela boa fama de Akbar, um eremita que vivia em uma gruta na floresta próxima a seu palácio, decidiu visitar Akbar e pedir-lhe um pouco de alimento para sobreviver ao inverno que se aproximava.

Dirigiu-se então ao templo, onde Akbar rezava sozinho todas as tardes e, ao chegar, viu que o Imperador estava já rezando e aguardou silenciosamente que ele terminasse suas preces. Akbar rezava em voz alta e o eremita ouviu suas palavras: "Ó Alah! O mais Misericordioso! Dá-me mais riquezas, pois preciso construir um novo palácio! Ó Supremo Mestre do Universo!

Dá-me mais terras e mais poder!" O eremita, ouvindo aquilo, começou a retirar-se do templo. Akbar notou que ele estava saindo, interrompeu suas preces e disse: "Bom homem, creio que aqui vieste para pedir-me algo....por que te retiras?" E o eremita respondeu... "Eu pensava que eu era pobre e desejava pedir-lhe alguma ajuda, mas vejo que tu és muito mais pobre do que eu, pois nada do que possuis sacia o teu desejo..."